Monday, January 22, 2007

Quem paga suas próprias bebidas?

_Oi
_Oi
_Posso te pagar uma bebida?
_Não, mas aceito um cigarro. Clarisse acende o cigarro e levanta, mexe no cabelo, olha para trás e lança um sorriso provocativo, ela sabe o que faz, sabe que ele só quer comê-la, os homens mais velhos só querem isso da gente. Bobos, se eles soubessem que só queremos isso deles perderia toda a graça, eles acham que os amamos, que esperamos que eles nos peçam em casamento, que larguem suas esposas, quando na verdade queremos o mesmo...

Ele alto aparentando uns 35 anos bem vestido, aparentemente educado, sem aliança.
_Oi de novo, agora eu posso te pagar aquela bebida?
_ Não! Mas você pode sentar aqui comigo...

A conversa começa, o jogo começa, ambos sabem o que querem, sexo casual, sem sentimentos, sem culpa, somente uma transa de sexta - feira a noite. Ela adora essas coisas, deixa de ser a menina tímida que tem vergonha de tudo e passa a ser a mulher q provoca, que excita, que olha nos olhos e diz que quer transar com ele, talvez seja o efeito da bebida ou dos anos que se sentia um patinho feio perto de suas “amigas”.

A conversa entra noite a dentro, Clarisse sempre provocando, ele como todo homem adora isso, já não vê a hora de sair do bar e abrir o zíper, ela por sua vez espera o momento certo, aquele momento em que consegue ver nos olhos dele o desespero o medo de não comê-la, de ter que masturbar-se sozinho... Ela sorri por dentro, esta sendo desejada, mesmo que seja por uma única noite, sente-se mulher, deixa a menina no bar, levanta e diz:

_ Vamos pra sua casa?
_ Claro...

No caminho dentro do carro Clarisse nota os olhares daquele homem, imagina as coisas que estão passando em sua cabeça, seus desejos, mas principalmente seus medo, medo de broxar, medo de não conseguir dar prazer aquela menina 10 ou 15 anos mais nova, ela por sua vez sabe que basta fingir uns gemidos, fingir um orgasmo e pronto, tudo volta ao normal.

O carro pára, ela nota a casa bonita por fora, bairro bacana, deve ser bem sucedido, se ele visse onde eu moro sorri em silêncio. Já no quarto Clarisse faz bem o seu papel, seduz, excita, olha nos olhos, fala algumas palavras, transa uma, duas vezes, finge uns gemidos, finge um orgasmo, ele goza, diz alguma coisa, ela levanta vai ao banheiro toma um banho, volta pra cama ele já esta dormindo, dorme ao seu lado. Acorda cedo olha e vê que ele ainda dorme, sente-se mulher, mas sabe q precisa buscar a menina que deixou no bar.

Veste sua roupa amassada e sai, antes de fechar a porta olha aquele homem deitado na cama dormindo, realizado porque acha que conseguiu dar prazer a uma menina 10 ou 15 anos mais nova, ela sorri fecha a porta e vai embora sem falar nada. Vai embora sorrindo porque sabe que paga suas próprias bebidas...